Próxima Estação: Despedida?
Hoje a tarde, David caminha para a estação de metrô para seguir sua rotina cotidiana. Ao chegar na plataforma da estação, percebe próximo de si, uma garota de aparência muito simpática que logo respondeu o seu olhar. Ela esta lendo uma revista em quadrinhos ‘Sandman: Noite sem fim’, e a cada troca de páginas, trocavam olhares, por vezes fugazes e outras duradouras.
Passada umas 2 estações, o metrô começa a ficar cheio, tão logo David não consegue mais olhar diretamente em seu rosto, mas para tranquilizá-lo, ela se levanta da cadeira e paira próxima de David, onde continuar a fazer seus movimentos revezando entre a revista e seus olhos.
“Não consigo parar de olhá-la” – Pensa David.
Conversavam pelos olhos em cada paragem. Era muito fácil perceber o que eles conversavam. “Oi, tudo bem?” “Estou muito bem, e você?” entre outras perguntas.
“Eu tenho que falar com ela, não sei como falar, não sei como fazer isso não soar estranho.” – Triste por estar chegando sua estação de despedida da garota que fora de seus chapéu felpudo branco, não sabia nada mais dela.
A estação chega, David começa caminha relutante e olhava para trás, o pouco menos de 1 metro que dista dele e a porta do metrô se torna uma travessia distante e dolorosa, “Não queria sair daqui”. Quando chega na porta olha mais uma vez para trás e a garota deixa para ele um meio-sorriso enigmático, no qual ele instintivamente retribuiu. E por fim, sai na esperança de vê-la de novo.
“Me sinto tolo ambigüamente: primeiro por ter ficado olhando para ela a viagem toda, segundo por não ter falado com ela e não saber se a veria de novo. Será que a verei de novo?” – pensa David ao caminhar com seu destinho, as portas do metrô se fechavam como se fechavam as esperanças e até a mínima chance de dar um “Oi”.
O rosto dela não era o mais belo, tão pouco o mais feio, era muito amigável que convidava, a quem olhasse para ela, a ter uma conversa e dar uma abraço. David tinha essa vontade que até se parecia com quando ele era menor e chegava para alguém que achava legal e perguntava: “Ei, quer ser minha amiga?”.
Seu sorriso o convidava para seu mundo.
Daniel A. F. de Figueiredo 26 de agosto de 2006
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Dêem uma olhada nesse vídeo dessa banda que é fantástica chamada Bright Eyes.
Um grande abraço à todos e ótimo fim de semana
sábado, agosto 26, 2006
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