Logo em seguida, começou a tocar uma valsa da qual ela não saberia dizer, mas com toda certeza parecia aquela dos filmes que ela vira quando criança. Era bela esta canção. Só agora que ela pensou que algo deveria estar errado, pois não havia nenhuma comemoração próxima, ela já havia completado 15 anos e estava longe de qualquer aniversário de próximo. Mas o importante é aproveitar este sonho, ela disse.
Do meio da multidão apareceu um garoto, mas não era qualquer, era aquele que perambulava em todos seus sonhos e devaneios, aquele que tivera apenas como inalcançável e agora estava lá, presente. Era um sonho se tornando realidade. Ou um sonho mesmo, já que até durante seus sonhos ela tem sonhos por dentro.
Aquele perfeito filme durou por muito tempo, ela não saberia precisar quanto, porque em sonhos não temos noção de nada. Além do fato de ser um daqueles sonhos que não queremos acordar nunca, o que importava era que ela estava lá e estava de olhos aberto. Ela dançou, dançou e dançou, sempre abraçada de seu querido garoto transfigurado em príncipe. E o grande momento esperado por muito tempo – tanto em vida real como até em sonhos, porque toda vez que ela sonhava em beijá-lo ela acordava – chegou, ele a pegou pelo rosto e a beijou, ela fechou seus olhos para sentir este grande momento.
Fechou seus olhos.
E quando abriu, ele ainda estava lá.