quinta-feira, dezembro 25, 2008
O Globo de Vidro
domingo, dezembro 21, 2008
.:Reflexões sobre o "não-acontecido":.
Tenho pensado nas pessoas que deixei de conhecer por não ir nas festas, pensei nas paixões que poderia ter tido caso estivesse solteiro ou adotasse uma postura de solteiro, pensei em como seria minha morte e como seria a não-vida. Muitos podem ficar sempre tristes por isso, porque imaginar uma situação não passa de imaginar, nunca poderemos mensurar o "e se tivessemos nos beijado?"
Meus personagens que participam destes pensamentos são tristes, sentem sempre algum vazio mesmo que ocupem seu tempo e aproveitem qualquer momento de sua vida, não escapam disso. As vezes pensar de mais faz mal.
Entretanto, esses pensamentos tenho utilizado apenas como um fluxo criativo, um rio que transborda dúvidas e inunda minha vila da razão, mas sem estragar minha sanidade. Aprendo a dosar a fim de aproveitar o melhor de cada situação. Acredito que pensar no que não fizemos, no que não nos agradou serve para seguir daqui para frente de uma outra forma, não mais exaustiva, porém mais agradável. Equilibrada.
sábado, dezembro 20, 2008
Matilde
Matilde era o nome dela. Conheci num dia chuvoso quando decidi ir de metro na última hora. Durante minha absorta leitura tive minha atenção mudada de lado, estava olhando para ela. Alta, com seu cabelo castanho escuro que não passava dos seus ombros. Era linda, não aquela beleza que todos compartilham a mesma opinião, mas com toda certeza era bela. Acredito que era daquelas meninas que trocava suas noites de luxo por um bom romance seja de Allan Poe ou Vargas Llosa.
Quando dei uma olhada nela, recebi uma de volta. Claro que sem frase alguma ou contexto, era apenas uma resposta de que tinah percebido minha olhadela insuspeita. Logo tudo foi interrompido, um corpo fica em nossa frente impedindo qualquer nova investida - repararam que sempre alguma coisa impede a gente de seguir nosso caminho? pedras, pessoas, a vida -. Eu sabia que tudo era questão de tempo.
Continuei com meu romance, está de novo preso e por um momento tinha lembrado que havia esquecido matilde. Foi então quando todo caminho estava desimpedido e novamente olhei para ela, que por sua vez estava ainda me olhando. Que momento lindo e digno de contos românticos!!! Eu estava vivo de novo em palavras de algum escritor qualquer. Mas quando dei por mim junto com o obstáculo que nos impedia de viver uma vida breve, ela também estava indo embora. Olhei pela janela. Quando reparei que ela esperava este olhar, tanto é que reagiu com um sorrisinho. Daquele de meninas que ruborizam ao falar de um colega bonito.
Decidi fugir. Sai do vagão correndo e quando dei por mim estava na frente de Matilde. Não havia preparado nada para dizer para ela. Dzier que estava apaixonado por ela era tolo demais, entretanto qualquer coisa menor que isso era mentira.
Foi quando busquei seus lábios. Ela reagiu. O beijo foi longo, pois sabíamos que era nosso último.
O nome dela era Matilde (ou como quisera em meus sonhos).
terça-feira, dezembro 16, 2008
.:O fim (do ano):.
O fim do ano chega e eu começo a ficar ansioso para o ano seguinte, parece que esse ano de 2008 apesar de ter sido bem rápido, tem sido um ano que quero logo deixar para trás. Me cansou. Foi um ano de muita reflexão, sobre minha vida profissional e pessoal. O positido é que isso tem contribuído para uma estruturação do ano de 2009 muito melhor e mais sólido. Será um ano de investimento profissional. Quero trabalhar logo, preciso começar a ter minha grana, poder juntar dinheiro e poder fazer planejamentos.
As sessões do teste vocacional tem sido muito importantes para isso, tem me auxiliado a tomar uma decisão pensando em todas as esferas possíveis, tentando ao máximo conciliar com tudo que sempre sonhei. Quero poder estar na prática, mexer com arte, gerenciar pessoas, organizar cardápios e poder viajar para onde eu desejar. E essa parte de poder trabalhar fora, conhecer culturas diferentes foi algo que ganhou muitos pontos quando pensei em fazer gastronomia. Então começa a saga do Chef Figô. rs.
Olha, não sou muito bom com listas, apesar de gostar de ver sempre essas listas que saem na internet, porém vale aqui dizer certas coisas que marcaram esse ano de 2008, pois se foi um ano de muita reflexão, também foi de muita leitura, nunca li tanto em minha vida (graças também à greve da Uerj de mais de dois meses). Sobre os livros que li esse ano, os que mais marcaram foram:
- A sombra do Vento – Carlos Ruiz Záfon
- O jogo do Anjo – Carlos Ruiz Záfon
- O evangelho segundo Jesus Cristo – José Saramago
Como a memória falha, pois enquanto olho para a prateleira de livros não consigo lembrar de que li nenhum.
Já com os filmes que vi vai esta lista:
- O Cavaleiro das Trevas – merece, foi um ótimo filme e via marcar para sempre
- Wall-e – Que filme lindo e sensível, por isso nunca deixo de assistir desenhos
- As horas – apesar de um pouco mais antigo, resolvi rever esse ano e com toda certeza ele e o livro vão marcar para sempre.
No campo da música, eu esperava que o álbum do Conor Oberst and the mystic valley iria ser insuperável, porém tive contato com uma cantora no mínimo inusitada: a Regina Spektor, essa garota é um monstro, não vi nada igual, tem uma voz grandiosa, criatividade beirando um gênio infantil, usa e abusa da voz e de seu lindo piano! E sem medo de ser Kitsch.
O grande momento do ano foi minha apresentação de ballet, foi algo impensado e inesperado quando olhando no início do ano, mas foi algo maravilhoso, uma ótima experiência.
Um grande abraço à todos e que tenham um ótimo fim de ano...
Daniel Faleiro