domingo, novembro 22, 2009

.: Tudo novo de novo :.

Wow,

O final do ano está, já é natal na leader e em todos os corações. (rs). Bem é uma época que sempre significou para mim de reflexões, projetos e decisões. Este ano mais do que nunca. Acredito que muita coisa está em jogo em várias áreas da minha vida. Principalmente profissional. Dia 4 agora, meu curso acaba e no dia seguinte estarei no Rio já. Preparei o terreno já com vários curriculuns e ainda restam muitos outros para deixar pelo Rio a fora! Depois é aguardar mas sem deixar de fazer 110% de mim.

O curso está acabando como falei anteriormente, faltam menos de 2 semanas e esses ultimos dias tem passado muito rápido até. Incrível mesmo. E claro que a saudade que o curso vai deixar é ainda menor do que minha vontade de correr logo para casa e ver o Rio. Uma das coisas que percebi é que tenho orgulho de ser carioca. Essa escola aqui do sul foi a melhor coisa que poderia ter feito, acho que a melhor em todos os sentidos tempo-experiência-prática-custo. Quem tiver interesse sobre o curso visitem : ICIF . Vou sentir muita saudade de poucas pessoas na verdade, uns eu sei que vou revê-los, outros para mim tanto faz, não me acrescentaram em nada. Agora da equipe, com toda certeza tenho um carinho especial pelo Mauro e Franco, italianos que foram meus mestres! Além do Gabi também que me fez perceber o prazer que tenho pela confeitaria. Espero ser motivo de orgulho para essa escola.

Outras coisas e outros projetos eu vou deixar para escrever mais para o final de dezembro, como gosto de fazer. Sinto que preciso ainda chegar ao Rio para poder planejar as coisa com calma. Aqui em flores pareço que estou em um mundo paralelo. Difícil organizar qualquer coisa antes.

Abraços à todos,

Dan Faleiro

sábado, novembro 07, 2009

.:Gnir:.

Há um garoto na curva do rio que espera.

Até chegar na curva do rio ele caminhou durante um tempo com sua companheira, sua amiga e amor de sua vida. Eles caminharam por uma grande estrada, que foi muito prazerosa ainda que por algumas vezes tiveram problemas. Muitas lágrimas caíram, algumas de alegria e outras não. E por causa das lágrimas tristes, acabaram se separando, cada um seguiu um curso do rio que achava melhor. Mas seguiam próximos, sempre observando o outro. Estavam felizes e orgulhosos, cada um estava muito bem guiando seu rio.

Passaram uns meses desde que cada um seguiu em seu rio, quando o garoto teve uma idéia “Que tal nossos rios se juntarem novamente?”, a garota sorria, adoraria concordar, mas estava com medo “E se der errado dessa vez?” e com isso deixou triste o garoto que esperava um sorriso. Assim restou a ele continuar andando com seu rio e ela no seu, mas cada um sempre de longe sorrindo feliz para o outro.

Um belo dia o garoto resolveu chamar a garota e contou tudo que ele via do lado do rio dele. Contou que eles só tinham sorrido nos últimos meses, tudo tem sido apenas alegria e felicidade e que se aparecessem daqui para frente problemas, eles conseguiriam resolver pois estavam fortes e maduros. E disse para a garota, “Vou esperar nesta curva. Estou te esperando pois não há sentindo em seguir este rio sem a sua companhia, tudo fica sem cor e chato. Por favor, venha junto comigo.” A garota estava mais alegre e confiante, mas disse que ainda teria que esperar um pouco pois estavam ainda um pouco longe um do outro, ainda que conseguissem conversar sempre. E assim que o garoto chegou na curva e esperou.

Um mês depois, o garoto abriu seus olhos, já cansado de chorar e esperar por sua companheira, quando ao olhar para o lado direito a viu. Estava ela lá, linda e sorridente como sempre, entregando um ANEL para ele e sussurrando em seu ouvido: “Você é meu garoto”.

quarta-feira, outubro 07, 2009

.:Sem título:.

O relógio está correndo
E seu barulho não me ajuda,
Sinto que perco minha pressão a cada segundo
E já não tenho sua mão para me erguer
O que mais poderia fazer para tê-la
Cair e me levantar?
Ajoelhar e rezar?
Por que o amor nunca é o bastante para você?
Por que saber que alguém está sempre ao lado,
te torna mais confusa?
Você se deu conta que um dia todos estaremos tristes,
e não teremos o sorriso para nos salvar?
E que todas promessas estão apodrecendo
no solo da dúvida?
Acorde, abra seus olhos e me veja
Tenha certeza do que sente
Deixe seus medos para trás
Não viva de águas passadas
Nunca são límpas
Abra seus olhos, querida
E veja que está sorrindo para você


07-10-09 Daniel Faleiro

segunda-feira, setembro 28, 2009

.:Curva de um rio:.

Curva de um rio

Estou na curva de um rio
Poderia estar em outro lugar?
Nesta curva do rio há dois horizontes
E não sei ainda qual escolher.

Estou na curva de um rio
Nele meu coração morre e vive
Uma fênix machucada que já não se cura
Sua asa está negra


Estou na curva de um rio
Por que estou aqui agora?
Me mostre qual escolher?
Porque estou aqui agora?


Estou na curva de um rio
Preso a todos estes fantasmas
Algum deles pelo qual vale lembrar?
Me ajude a abrir meus olhos.


Estou na curva de um rio
Já não há forças que possam me ajudar a atravessar
Não há aqui seu sorriso
A ponte entre eu e eu mesmo


Estou na curva de um rio
Os peixes já não pulam
A água não está mais clara
E já não me vejo no reflexo


Estou na curva de um rio
Entre você e eu há um grande caminho
Ei, você consegue me ouvir?
Onde nossos rios se encontram?


Estou na curva de um rio
Mas já não há forças para tentar retificá-lo
Mais vale sentar aqui um pouco e descansar
Em frente da curva do rio


Daniel Faleiro 26-09-09


sexta-feira, agosto 07, 2009

.:Dreams are bad:.




Bem, muitos aqui devem saber que eu não gosto de sonhos. Não sei se por ter sido espancado de tantos pesadelos na minha infância (freddy krueger, elevadores, elevadores e freddy juntos e saldos) ou com sonhos que eram tão bons que me faziam triste por dias na esperança que aquilo acontecesse de verdade. Nunca fui de ter sonhos absurdos dignos de Dalí, acho que meu sonho vai mais pelo modernismo e o terror as vezes. Sonhei com a continuação para Terminator 5 (eu era da resistência junto com o Conor), na minha infância tinha um sonho recorrente de que saltava de um muro do meu play de uns 5 metros de altura, nunca morria mas sentia uma dor horrível. Já sonhei até a morte uma vez (muitos falam que isso significa mudança, e não posso negar que ocorreram grandes mudanças, e com um pouco de supestição que sempre me acompanha, acabei deletando do meu msn uma amiga que estava no sonho também, poderia ser a dona morte).

E tem uma coisa que tenho reparado nos últimos sonhos, é que ele é muito bem estruturado em cima de se absurdo a tal ponto que nosso "Eu-onírico" não só não desconfia de nada do que acontece mas como também tem memória! Não apenas aquela memória que faz ele reconhecer todas as pessoas que aparecem no sonho, mas de lembrar de como eram as coisas antes do sonho (eu nessa noite lembrava que tinha arrumado diferente meu armário de livros). Muito louco isso.
Não acham isso de certa forma interessante? Olha que quem fala aqui é um cara que não gostaria de sonhar pelo resto da vida (sou adepto do Day-dream). Tentem reparar como não apenas achamos tudo normal (o que já repararam com toda certeza) mas tem certas coisas que parece que há um mundo na verdade que existe e ocorre ainda que você não saiba, seus "Eus-oníricos" estão nesse momento vivendo suas vidas e morrendo e de vez em quando conseguimos um momento de união com eles e vemos o que se passa na vida deles, depois acordamos mas todos os sonhos e pesadelos continuam, com um final tão igual quanto a vida.

Eu não acredito muito nessas coisas de significados (nunca deixei de fazer algo por causa dos sonhos ou fiz algo, poucas vezes levo penso nos sonhos) mas quem quiser vou deixar um site aqui para brincarem: http://www.sonhosbr.com.br/ (tenham em mente que nada disso aí pode ser levado ao pé da letra, existem mil coisas que compõe a criação dos sonhos e não apenas seu senso de "Heroes").

Fica aqui a música do silverchair que me marcou pela frase final que serviu de título para o post de hoje.

Até a próxima,
Daniel Faleiro

sexta-feira, julho 31, 2009

.:História secreta do capitalismo:.

Um empresário americano estava na região amazônica em busca de um local para construir sua nova fábrica e aproveitava para convocar moradores locais para trabalharem em sua empresa como parte de uma lei de incentivo fiscal. Chegando lá encontrou o local que queria e observou que havia um jovem, devia ter uns 25 anos, estava pescando e tinha um físico do qual o empresário americano precisava. Então resolveu aproximar dele e começou a interrogá-lo tentando seduzir:

- Bem meu filho como vai? ( arranhando em um português hollywoodiano).
- Vou bem e o senhor?
- Estou ótimo, olha vou abrir uma fábrica aqui pertinho e estou precisando de jovens promissores como o você, forte. Gostaria de saber se está interessado.
- Olha meu senhor, trabalhar nessa sua fábrica deve ser até muito boa mas sabe...aqui onde moro não precisamos de dinheiro, a terra tudo dá. - Disse enquanto fisgava um peixe que faria o banquete da noite.
- Entendo, mas acho que não desconhece certas leis que podem garantir uma aposentadoria digna e uma boa remuneração...
- Hmm, dessas leis não sei não senhor, mas como disse....essa terra aqui tudo dá. - Enquanto colocava o peixe no balde.
- Mas olha meu jovem, você irá trabalhar durante um tempo e depois irá se aposentar e poder fazer o que você quiser! Por exemplo o que é que você gostaria de fazer pelo resto de sua vida?
- Pescar, meu senhor. (Disse sorrindo e admirando a sua vara).
- Então, você pode trabalhar e quando.... (ficou sem voz por um momento, tirou seu terno jogou no chão e disse). Não tem uma varinha sobrando aí?

terça-feira, abril 21, 2009

.:Romance:.


Não costumo ficar falando sobre filmes que vi, salvo em alguns casos e desta vez o filme "Romance" é um desses casos. O filme dirigido por Guel Arraes e roteiro assinado pelo mesmo e pelo Jorge Furtado (ilha das flores) é a grande prova de que filmes brasileiros podem fugir da base violência e favela e ter muita qualidade. É um filme que fala da ficção, realidade, a fusão delas, os perigos e acima de tudo do Amor (merece sempre ser com A maiúsculo) e faz isso com um primor, há muito tempo não via algo que me contagiasse tanto, acredito que vou passar a noite toda pensando neste filme, talvez a vida. É tão difícil falar de algo que canta dentro de nossos corações, é como quando tentamos descrever como nos sentímos quando estamos apaixonados sem soar ridículo.

Pedro (Wagner Moura) e Ana (Letícia Sabatela) estão ensaindo a peça 'Tristão e Isolda' quando se vêem apaixonados na vida real, e percebem o quanto dos personagens míticos estão presentes em nossas vidas e todo pessimismo das histórias clássicas de amor estão sempre a nos ensinar alguma coisa. Coisa esta que o filme faz com perfeição e o próprio filme me fez aprender alguma coisa, mesmo que seja algo que vá aos poucos e dure a vida toda. Não posso contar sobre, pois terão de assistir para tirar as suas conclusões. Mas é um filme que nos faz pensar em muitas coisas sobre esse universo e a tênue linha da ficção x realidade. Vida x Atuação. Querer amar x Medo de perder o que se ama.

Espero que este filme signifique tanto para vocês quando significa para mim. Mas tenho que confessar uma coisa: não estou conseguindo falar sobre o filme, quando algo significa tanto e ganha muitos significados para a gente, não conseguimos dissecá-los, aliás uma vez meu professor disse que tinha medo de escrever sobre Borges que por ser o escritor predileto dele, corria o medo de ao falar, dissecar (essa seria a melhor palavra) sobre Borges, acabar com toda magia que tinha feito ele se encantar um dia pelo escritor argentino. Talvez seja isso mesmo, é como quando temos que explicar alguma piada, ela perde completamente a graça. Acho que arte serve para ser sentida e não explicada.

Claro que isso não impede que eu fale sobre os temas que surgirão após o filme, com toda certeza as coisas serão diferentes e um pouco do filme será encontrado nos meus contos, reflexões, ações e tudo que estiver para acontecer.

Quer que eu resuma em uma frase o filme?

É um puta filme!

quarta-feira, abril 15, 2009

.:Quem sou eu?:.

Eu sou você, sou aquela banda que não sai da minha cabeça, sou todos os livros que li e estou para ser todos que ainda estou para ler. Sou a insustentável leveza de ser.

Sou todos meus amigos, sou todos meus inimigos. Sou aqueles que já encontrei, aqueles que nunca abracei, sou todas as pessoas e sou o vazio que existe entre cada uma delas.

A cada dia me renovo, a cada palavra dita, um oceano é cheio de palavras que de nada servem para descrever. Palavras muitas vezes doem. "No words no pain", palavras as vezes não chegam perto do que sentimos, mais vale um abraço, um sorriso ou um gesto. Gestos são imortais.

Como eu e você.


Reparei que costumo falar pouco sobre o que sou, normalmente se conhece pelas minhas bandas e pelo que escrevo, essa foi a forma de tentar ser mais 'direto'.

domingo, abril 12, 2009

.:Planos:.

Como é incrível que eu tenha feito tantos planos ano passado e agora eles não estão mais presentes, nem mesmo em ideias. Entretanto cabe dizer que não estou arrependido por eles, eram planos bons para época e planos que tinham um background próprio para se sonhar isso. Em outros blogs que tive falei de como era gostoso certas coisas saírem da estrada, como era excitante acordar com motivos diferentes de ontem! Pode até assustar alguns mas já repararam que as melhores amizades, melhores amores surgem de forma inesperada? E muitas vezes de forma incrível, em lugares que você juraria que não conheceria ninguém até o tal dia? Será que isso tudo seria mero acaso ou tudo faz parte de um plano e nossas vidas são orquestradas de cima?

Mas esse ano novos planos foram feitos, novas ações realizadas, a vida está nova, numa nova velocidade com novas paisagens assim como um viagem de carro a um local totalmente desconhecido. Sei que muitos planos dão certo (assim como planejei que mudaria de área mas não sabia ao certo qual), mas o que vale hoje é falar sobre aqueles que não dão certo pois algo totalmente inesperado acontece e muda todo curso. Muitas vezes damos graças a deus por nossos planos não derem tão certo quando gostaríamos, certas coisas devem ficar apenas no pensamento.

Mas então o que se pode fazer já que nossos planos de nada valem se no fim das coisas sempre somos surpreendidos?
Vou responder com uma frase que vi em um filme hoje:

Planeje ser surpreendido

quarta-feira, abril 08, 2009

.:Eu sou a mudança:.


Dias atrás estava caminhando por uma estrada, longe das pessoas que costumavam andar comigo, longe da cidade a qual pertencia, longe de tudo e de todos. E foi nesse dia que encontrei durante meu caminho uma fênix. Era uma fênix branca e cor de mel, mel em sua crista, branca em todas suas penas, mel também era sua cauda onde eram chamas de uma cor belíssima, nunca havia visto algo tão belo. Ela deu os primeiros passos em minha direção e fiz o mesmo em sua. Havia um medo, uma curiosidade, um frio na barriga, que eram coisas que não sentia havia muito, parecia que minha vida estava sem cor, na verdade nesse tem eu era azul. Até conhecê-la.
Ao chegar a sua frente, quis tocá-la mas exitei, preferi conversar:
“O que faz aqui?”
“Fui trazida até você.”
“Por quem?”
“Pelo destino.”
“E por quê?”
“Eu sou sua mudança.”
Gelei nesta hora, a palavra mudança me seduzia, ecoava em minha mente sob forma de véu, balançava numa valsa. Será que eu estaria pronto?
“Ora Daniel, chegou a hora da mudança, do renascer, de trocar sua cor, se transformar e se tornar um outro Daniel, alguém que vai surpreender você mesmo. Todo dia morremos e sempre nascemos no dia seguinte assim como a grande valsa do Dia e da Noite, nunca há uma noite igual a a outra e com você acontece a mesma coisa.”
Nesta hora pensei muito no que poderia ser a mudança, sabia que muitos eu deixaria para trás para sempre talvez, mas conheceria outras pessoas ao longo. A mudança sempre me seduziu mas nunca a senti encarnada, a minha frente. Era chegada a hora.
“Eu aceito.”
“Me toque.”
Eu a toquei e na mesma hora, percebi que quem se transformava não era eu e sim ela, sua crista se tornou-se em fios de cabelo, as penas estavam se soltando do corpo e se transformaram em um belo manto branco com detalhes lindos. Sua cauda soltou dela, pairou no ar durante alguns segundos e logo depois entrou em seus olhos, dando cor a eles. Que belos olhos! Poderia abandonar toda minha estrada para apenas olhar para eles. A mulher em que a fênix se tornou era a mulher mais bela que já vi, não conseguiria descrevê-la pois nunca conseguiria chegar próximo da imagem que vi.
Após essa mudança, a peguei em meus braços, a segurei, era tão leve e sua feição tão doce que parecia ser um anjo. Ela encostou sua cabeça em meu ombro e me disse.
“Meu garoto”. E adormeceu.
A chamei de Renata.
E ao seu lado nasci de novo.

Daniel Faleiro 08-04-09

P.s: Renata vem do latim e significa Renascida.

terça-feira, abril 07, 2009

.: Reflexões e outras histórias (parte I) :.

"Não existe meio de verificar qual é a boa decisão pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida? É isso que faz com que a vida pareça sempre um esboço. No entanto, mesmo "esboço" não é a palavra certa porque um esboço é sempre um projeto de alguma coisa, a preparação de um quadro, ao passo que o esboço que é a nossa vida não é o esboço de nada, é um esboço sem quadro."
A Insustentável Leveza do Ser - Kundera

A vida consegue ser mágica as vezes, conhecemos pessoas que mudam nossas vidas, nos transformam nos fazem ser aquilo que queremos ser. Faz-nos sentir livres, felizes e acreditar que viver vale a pena. A vida é um sopro, não podemos perder nosso tempo com preocupações tolas, com tristeza, como vi em um filme esses dias a maior parte do tempo estamos mortos ou ainda nem nascemos, então para que gastar o espaço que temos aqui com a tristeza.

Mesmo que acredite em outras vidas, não temos critério nenhum de comparação e sempre vamos pensar se tomamos a decisão certa, vamos acreditar mas não sei se podemos ter certeza (talvez para nos enganar e selar a dúvida adormecida).

Pensei nisso porque esses dias tive de tomar uma decisão, uma grande decisão, daquelas que queremos mas não sabemos se podemos. Mas será que não podemos mesmo? A gente as vezes molda e limita nossas vidas pelas experiências de outras pessoas, com medo do que pode acontecer com a gente, mas será que vale fazer isso? Cada pessoa tem uma configuração, outros pressupostos e cada situação é única (amar alguém nunca será como amar outrem). Pensando nisso sabia que era melhor fazer, só de pensar no fantasma da dúvida, o fantasma do "Se" atormentando minha vida ecoando a todo momento aquilo que deixei de fazer por um medo, pelo medo do que poderia acontecer, pelo medo do futuro.

Fiquei feliz por ser teimoso e acabar fazendo o que eu queria, isso foi ótimo não arrependo nada do que fiz, sei que posso dormir tranquilo a noite sem fantasmas, feliz de que o que fiz foi um marco em minha vida, algo que vou levar para onde eu for.

******
Oceano


Sonhei com um oceano, um vasto oceano com zonas claras e escuras, como as pessoas, com características superficiais e outras ocultas a sete chaves, a milhas de profundidade. Nesse oceano me encantei com os peixes, me guiavam por caminhos diversos, diversas sensações experimentadas e sentidas, me sentia leve, flutuando em um êxtase, e sentia que talvez estivesse morto, nada mais importava para mim.

Os peixes me levaram a um caminho de corais que balançavam como os cabelos de uma mulher, sensual, belo, único. Cada movimento me entorpecia, me fazia suspirar e sentir o cheiro (ainda que embaixo do mar) e sentia algo correr por todo meu sangue, uma energia, um sentimento bom.

Pude observar os relevos do mar, os caminhos de terra, sensuais, por onde podia observar os seios de uma mulher, não muito volumosos, mas firmes, belos e delicados, esse caminho ia desenho um corpo ao longo de todo oceano. Me sentia pequeno diante tanta beleza. Poderia ser testemunha disso tudo sem poder me apaixonar? Não saberia dizer mas acreditei que era possível. Engano meu.

Engano meu porque encontrei os olhos dos oceanos, eram duas sereias cor de mel, que me fizeram olhar por minutos ou mesmo dias, pois perdi a noção do tempo. Não saberia dizer nem mais onde eu começava ou onde o oceano terminava me senti unido. Essas sereias me fizeram perceber o quanto tudo aquilo era bom, era verdade e não apenas um sonho. Talvez um sonho realizado.

Deu um medo com toda essa imensidão, sentia a sensualidade, a delicadeza e toda beleza me prender. Mas só de pensar no medo de nunca mais ver isso em minha vida. Me entreguei.

Não é seguro amar um oceano, mas amei.

Quando abri meus olhos, era você.

Daniel Faleiro - 07-04-09

sexta-feira, março 20, 2009

.:Viagem à Buenos Aires:.

Vou escrever nessas linhas como foi a viagem à Buenos aires, sei que é difícil descrever todos os momentos passados em algumas linhas, é como tentar descrever um sorriso de uma criança, há tantos significados que só digerimos com o tempo. Mas ninguém quer que eu demore anos para escrever sobre a viagem, nem eu vou querer esquecer os detalhes. Vamos lá!

1º Dia: Assimilação




A hora do voo para mim, é uma hora muito importante, silenciosa, gosto de desfrutar o momento pensando e ouvindo músicas, descobri que nada melhor que escutar 'Cape Canaveral' do Conor Oberst enquanto se está voando, o céu azul lindo nos trás uma sensação de liberdade e uma breve melancolia, pois nunca alcançamos o belo azul. "El cielo es Azul, just don't go telling everyone".

Durante o voo, tiveram algumas turbulências que serviam apenas para me trazer a realidade e me fazer parar de ouvir músicas. Um saco mesmo. Mas nada poderia estragar a viagem.

Quando cheguei em Buenos Aires, tudo ocorreu bem na parte de imigração e tudo mais. Só na hora de pegar um táxi eu e minha mãe fomos enrolados como 99% das pessoas que chegam lá e
pegam uma fortuna pelo táxi na pressa de chegar na cidade. Por causa desse lance do táxi, cheguei desanimado ao albergue sem muito prestar atenção às coisas, só queria tentar esquecer dos problemas. Mas o primeiro dia é um dia de assimilação, normalmente é apenas para trocar nosso oxigênio, começar a respirar o ar estrangeiro e se renovar de dentro para fora. Foi isso que fiz.
A parte disso fui comer em palermo na noite. (cheguei também a tarde, não havia muito o que fazer). E Dormi desejando um dia melhor.

2º Dia - Mujeres



Não consigo recordar porque anoitei esse dia entitulando de Mujeres, mas acredito porque todas amizades que fiz foram mulheres (parece fazer sentido), antes que pensem que eu seja algum Don juan. O segundo dia foi realmente melhor, pois também seria dificil ser mais entediante. Acordei com as energias renovadas e resolvi passear, montamos
um grupo lá no albergue de brasileiros e saímos. Conhecemos Puerto Madero, Plaza de Mayo, Casa Rosada, Ateneo da Recoleta (lindo!), San Martin e passeei um pouco pela Calle Florida, a rua onde ficava meu albergue e onde fica a maior rua comercial da argentina e uma das maiores de mundo.

Buenos Aires é linda! Tem uma atmosfera um pouco seca, mas é linda, acho a temperatura muito gostosa, a arquitetura é belíssima, andar por lá era algo que gostaria de fazer por toda minha
vida. Sem medo eu digo que moraria! As músicas da Regina Spektor ficaram em minha mente, não sei porque sempre admiro as coisas com uma certa melancolia. Talvez eu faça jus ao título do meu blog.

3º Dia - Muertos


Nesse dia fui ver Evita, Casares e todos os outros mortos que nem faziam ideia de que um dia eu iria visitá-los, e muito menos que estariam nessas condição. Mas antes disso, fui fazer um programa mais burguês: Compras! Comprei dois pullovers e um sapato-tênis da Puma, realmente economizei uma graninha boa. Mas não quis estourar minha quota, até porque o melhor estava para vir: Livros. Andar para comprar cansa mais do que para se divertir! Que
saco é comprar coisas em ruas e mais ruas, que saudades de shopping, mas lá era o lugar mais barato.

Mais tarde fui à Recoleta encontrar os mortos, realmente é um bairro lindíssimo! Tudo lindo e limpo! Bares convidativos, barraquinhas com coisas interessantes e cemitério. Esse cemitério é realmente bonito com várias esculturas muito interessantes (algumas se encontram no meu flickr com link abaixo), dá até vontade de morar lá, mas não gostaria de morar morto, depois de morto não me importa mais. Nesse dia estreitei minha amizade com a Elis (tinha conhecido no dia anterior junto à Traci, mas falamos muito pouco) enquanto com a Traci nem eu nem a Elis encontramos ela. Uma pena.

Fui ao Carrefour com a Elis para comprar macarrão para comer, adorei o carrefour pois
encontrei vários itens para cozinha!!! Pena que não deu para comprar!!! Depois no hostel eu cozinhei e Elis tirou fotos minhas cozinhando mas ainda não sei onde elas estãos, mas já sei que pessoas já viram, isso me assusta!!!! Esse Dia as canções que me acompanharam foram os sons de Buenos aires!

4º Dia - Rayuela


Apesar de penúltimo dia, considerei como o último já que no dia seguinte teria apenas das 8 às 11 para fazer tudo que gostaria de fazer, então esse dia foi o último tecnicamente. Foi o Dia de passear pelo Bairro Boca e San Telmo, fomos Eu, Minha mãe, Elis e Carol. Que Gangue essa! Quatro Brasileiros, imaginem como foi! Foi muito divertido! Boca é um local divertido demais, fiz ótimas fotos! Tomamos uma cerveja local Quilmes, comemos Empanadas, tirei foto com pose de dançarino de Tango, e tivemos que nos desviar de todos restaurantes que nos convidavam, ainda mais porque a Carol estava com a Camisa do Brasil um convite para conversas a cada metro!

Em San Telmo andamos pela feira e conhecemos o bairro, que é lindo! Charmoso e com toda certeza deve ser bem acolhedor fora do domingo! Tirei muitas fotos também, conheci alguns lugares interessantes! Foi realmente um domingo muito divertido! Longe do Faustão, Gugu e outras merdas.

Para completar o dia, fui a uma festa de um albergue vizinho, onde eu e outras pessoas fomos com interesse de comer empanadas grátis a fim de economizar uma graninha, mas descobrimos coisas super legais, foi um lugar muito divertido! Conheci outros mexicanos, conheci Angeles (Like Elliott Smith Says 'So glad to meet you, Angeles') e nos divertimos. Não sabia que ainda tocavam em algum lugar do mundo "Boquinha da Garrafa", realmente penso em virar D.J e morar lá, eles precisam conhecer coisas melhores que isso e Créu!

Fui dormir feliz, sabendo que toda essa viagem valeu a pena e fiquei um pouco triste em saber que era o fim. Não o ponto final. A trilha foi Swim, Die in a Hospital, Angeles, Us....

A viagem parecia um jogo de amarelinha (Rayuela) eu estava em direção ao céu, mas de formas únicas como a Amarelinha de Cortazar!

5º dia - Saudade (Bienvenido al autopista del sur)


Dia Cinza, tristeza e saudade.
O dia estava pintado de forma que parecia desenhar o que eu sentia dentro de mim, uma tristeza de ter de abandonar esta cidade, as pessoas que conheci, tudo aquilo. Cinco dias que abalaram meu mundo, para sempre. Não vou nomear as pessoas, mas todas elas ao lerem saberam que fizeram parte de toda essa experiência.
Não vou ser o chato dizendo que tudo é triste. Até porque toda tristeza era apenas saber que teria que ser abortado deste sonho. Quero tentar voltar ano que vem para lá, quero talvez fazer um curso de patiserie lá, quero alguma desculpa para passar mais tempo, assim como em Portugal!

Comprei livros, Borges, Cortazar, Casares, de um escritor novo e uma coletânea policial! Além dos Alfajores essenciais!

Buenos aires é um grande Alfajor!

Epílogo

Parece que certas histórias não parecem ter um fim aparente, e essa viagem é uma dessas! Algumas coisas não estão amarradas, algumas pessoas vem aqui ao Rio, minha amiga Elis volta para o Rio ocupar a vaga de grande amiga que foi deixado reservado. Traci vem em Maio para curtirmos o que não pode ser aproveitado durante minha estada em Buenos Aires (encontros e desencontros), e por aí vai.... muitas histórias e caminhos que se birfurcam eternamente!

Trilha sonora da viagem:
Cape Canaveral
Bandera de Manos
Old Letters
Paper planes
Fire Fire
The way I am
Start Over Again
No siento pena
Aprés moi
Samson
swin
I don't wanna die in a hospital
Angeles
Us
No surprises
Milk Thistle
I remember
Carbon Monoxide
Eagle on a pole
Bamboo Banga
Oedipus
The chain
Adeus, não afastes os teus olhos dos meus


domingo, março 08, 2009

.:Starting a new era!:.

Não me sentia tão confortável em escrever neste blog como se estivesse em 2009 porque não me sentia em 2009 ainda. Depois do carnaval as mudanças realmente surgiram. Iniciei realmente o curso de gastronomia, o que está sendo uma maravilha (ainda mais que iniciei o curso de Pâtisserie, que é confeitaria e panificação). Conheci gente nova, parece que estou nascendo de novo. Isso tudo se junta ao fato de depois de quase 3 anos de namoro, eu estou solteiro de novo. Bem, não quero comentários do tipo: "Ah...que mal." O que aconteceu foi o melhor a acontecer, eu estou bem, ela está bem e mantivemos o que tinhamos de melhor: A amizade. Ponto final.

Então posso realmente dizer que esta semana estou iniciando uma nova era, sinto ventos favoráveis. Agora engraçado que disse que pareço estar nascendo de novo mas nessas fases (talvez a do término do namoro esteja sendo mais determinante) eu costumo ouvir muito Silence 4, a banda antiga do David Fonseca, me apego muito as canções tristes e muito belas! Talvez esteja buscando uma introspecção, um momento em que possa olhar para meu próprio umbigo. Ou quem sabe esteja buscando pela lágrima perdida?

Agora, neste fim de semana conversei com uma amiga minha de uns 2 anos pelo menos Isabela, e lembro de muita coisa mas algo que marcou muito foi ela dizer (claro que não exatamente assim): "Você ama as mulheres, é apaixonado por todas elas." e lembro que disse mais ou menos assim: "Acredito que talvez eu seja apaixonado por novas histórias e aventuras". Isso marcou porque sempre gostei muito de ter uma história para contar. Sempre vou lembrar de história de garotas e garotos (sem interpretações maldosas) que passaram pela minha vida, sei que nunca vou me esquecer deles, sei que muito deles talvez nem se lembrem mais de mim, mas sempre lembrarei de todos. Mudamos a cada momento que conhecemos alguém, que andamos, ou caímos. Estamos sempre crescendo e transformando. É ótimo todo esse processo.

Já que estou falando muito de novas eras, vamos falar de duas artistas que tem sido meu setlist para minhas atividades: Ingrid Michaelson e M.I.A. Bem a Ingrid é incrível, tem um bom senso de humor, canta bem, toca Ukulele, tem um look nerd muito interessante e o mais incrível desta garota é que cada música dela faz você se sentir dentro de um seriado. Sabe quando andamos na rua com nossos MP3 e parece que estamos em um filme? Ela faz isso da forma mais próxima, acredito que a qualquer momento vou entrar em uma série que terá meu nome no título e morarei em Nova York.
M.I.A é uma cantora mais despojada, funkeira mesmo lá do Sri Lanka! Porra, longe para caralho, mas caraca que legal, contagiante suas músicas. Confesso que fiquei vidrado nela depois que assisti ao filme "Slumdog Millionaire", que filme! O melhor! E não sei se vão compartilhar comigo, mas achei a M.I.A linda! Estou quase in love por ela!


Para os preguiçosos! Tem aqui os dois videos destas duas grandes!
Abraços à todos!



P.s: Esse ano temos album novo do Conor Oberst, St. Vincent e provavelmente David Fonseca. E você Regina Spektor! Tá na hora de soltar o gogó!

domingo, março 01, 2009

Desabafo.

Uma canção. Duas pessoas. Dois momentos.

Uma pessoa me mostrou que poderia ver o mundo de uma forma, linda cheia de cores, um sonho, um misto de acaso e destino. Tudo isso me deixou novo, feliz, vivo.

Outra nova pessoa, mostrou que chega um momento que devemos nos despedir de certos passados, ainda que presentes, porém sustentados pelo passado. É chegada a hora da renovação.

Um momento triste, uma música, dores. Como certas despedidas são mais dolorosas que outras, não sabemos nunca como as coisas seguiriam se escolhéssemos um determinado caminho, mas essa dor no peito, esse sentimento que não cessa. Que cala o amor. Realmente meu amor está calado.

Me sinto em busca de mim, enquanto tento salvar as pessoas esqueço de salvar a mim mesmo. Esqueço que as vezes a distância é fundamental para o crescimento. Num caminho em que dois temos que atravessar, há momentos em que temos que seguir por caminhos diferentes para nos encontrarmos em breve.

"Promessas constantemente quebradas" - "Eu e você, nos encontraremos assim que essa guerra acabar".

Reparei que para este momento, não é de apenas uma canção, mas de duas, mil. É dificil traduzir uma tristeza.

Não quero um adeus. Quero um até logo.




Por quanto tempo? Quão forte ainda terei de ser?
Como vocês vieram ser tão importantes para mim?

sábado, janeiro 17, 2009

.:Felizberto:.


Ele é azul, baixinho e me acompanha desde 2006, é o meu porquinho azul. Hoje foi um grande dia para ele: eu retirei se
u dinheirinho. Infelizmente ele não tinha um buraco para sair as coisas, logo tive de fazer uma intervenção cirúrgica para a retirada de tudo aquilo que ele consumiu durante esses dois anos e meio.



A operação foi um sucesso e eles está bem e foi retirado
precisamente 432 moedas, resultando em R$48,98 centavos, claro que foi pouca grana até pela espera mas com toda certeza irei aproveitar bastante (livros e um bom filme hoje). Isso tudo me lembra que nunca devo competir
com a minha mãe a respeito de colecionar dinheiro, pois ela sabe trapacear: ela põe uma nota de R$50,00 e acaba com a minha festa em poucos segundos. O que conta é o esforço. E como é bom receber uma grana que nem se fazia ideia de que existia (saber sabemos mas não contamos com ela).

Bem, tudo acabou bem... Quer dizer, meu porquinho não gostou muito e olha como ele ficou.



p.s: Um obrigado à Nana do fórum Meia Palavra, que com ela pude tirar dúvidas sobre a cirurgia (ela é uma especialista no assunto) e a Lena que me deu no meu aniversário de 2006.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

.:Umas meias palavras:.

Num desses dias a procura do conto "O Curioso caso de Benjamin Button" bato de frente com um forum muito interessante: se chama "Meia Palavra" É um forum de literatura (contém outras partes destinadas à outras discussões) e dos poucos que já vi, foi o mais completo. Nele podemos encontrar novidades do mundo das letras e suas adaptações também, bate-papo sobre autores, estilos e até mesmo formatações de livros (páginas amarelas ou brancas?). Tem também um espaço para se publicar poesias e prosas, fazendo daí uma forma de discutir o que escrevemos.

O carro-chefe do fórum (pelo menos eu o considero) é o espaço Clube da Leitura - uma roda de leitura virtual, onde todo mês é votado um livro para ser lido por todos do forum (a participação não é obrigatória, porém desejada) além de haver previamente um tópico para sugestão de títulos.

Bem, nada a dizer além disso. Quer dizer, estou lendo atualmente 'As Pequenas Memórias' do José Saramago, está sendo um belo livro apesar de estar ainda bem no início. É um momento bem intimista do autor em que revela seu passado, sua juventude e suas fontes de inspiração. Um delicado presente do Saramago aos seus fans (me incluo aqui também).

Abraços,
Daniel Faleiro

terça-feira, janeiro 13, 2009

.:Deserto:.

Estou num deserto
Certo de que minha hora está para chegar
Sinto que as feridas ardem cada vez mais
em meus braços que demandam os seus
Mas vejo a luz da vida se apagar
o Sol gargalha sobre minha cabeça

Adormeço, desistindo desta caminhada solitária
meus pés já não sustentam esse corpo envelhecido
Este corpo que já teve dono e agora apenas anda
A procura de uma frágil cilada
A respiração cada vez mais frágil
fecho meus olhos, e te vejo

Impecável rosto, me leva para longe
Traz a lua, traz a razão e toda emoção
já não sinto meus pés, ou acabaram-se por completo
ou estou voando
Sinto-me guiado por você
Grandes esperanças enchem meu coração

Sou levado para um lugar novo
ou talvez meus olhos são novos
E talvez este lugar seja o mesmo de sempre
Me sinto já forte, posso até te carregar
Os sinos balançam conforme a gente dança
E giro, giro e giro
Tonto caio em seu colo e recebo um cafuné
Adormeço e sinto pela primeira vez
A felicidade


Daniel Faleiro 03-01-09

domingo, janeiro 04, 2009

.:Em busca de sua estrada:.

Enquanto ajeitava sua franja diante de seu espelho um pouco adolescente demais para sua idade (ela tinha 19 anos) Isabela por vezes olhava para sua parede pintada de azul com estrelas nela, sabia que seria a última vez que as veria. Lembrou de quando pintou sua parede – havia pensado em toda a decoração para seu quarto – e de como se sentia em casa neste quarto. As coisas já não eram as mesmas, não sentia pertencer aquele mundo. Essa cidade grande que a sufocava cada dia mais, seus amigos que deixaram de ser companhias e estavam se tornando inquisidores, acreditava as vezes que estava condenada a fogueira. Precisava de ar, precisava de um lugar novo, tão bem escolhido que nem ela mesmo conheceria.

Depois de pronta Isabela pegou sua grande mochila e desceu pela escada de sua casa. Ela se sentia pequena demais para o mundo. Seu quarto ficava no segundo andar de sua casa, que por sua vez era apenas uma casa de uma vila, que ficava em um bairro muito grande, dentro de uma das maiores cidades de seu país, que ainda por cima era de um dos grandes países, isso tudo a sufocava. Queria estar em um lugar que fosse um lugar apenas, não parte de uma grande maquinaria da qual ela sentia que não fazia parte. Isabela lembrou de como era bom estar em cidades pequenas, lá poderia ser grande, ser única, estar viva. Pode parecer tudo isso muito contraditório, mas o que não é?

Após deixar a porta de sua vila, decidiu que não olharia para trás. Nunca mais.

Isabela era das última garotas que sonhavam durante o dia com seu príncipe, aquele que nunca apareceu, mas que talvez esteja sempre a olhando escondido esperando seu momento para brilhar. Ela sabia que também por causa de um cara ela decidiu que não viveria mais nesta cidade, ela procurava negar até para ela mesmo isso, mas ela sabia que tinha que ser assim, longe dele ela respiraria, longe desta cidade ela viveria, longe de tudo ela renasceria.

Ao chegar na estação de trem, ela comprou um bilhete de ida apenas para uma das cidades do interior, uma daquelas simples, daquelas que o dia parecia realmente ter 24horas ou até mesmo 30, ela não precisaria viver hoje para o ontem. “Cada dia de uma vez” - sussurrou ela para si mesma enquanto subia a vagão do trem. E assim que ela sentou na poltrona, sabendo que demoraria uns 20 minutos para partir o trem, ela adormeceu.

Ouvindo um barulho, Isabela acordou e olho para a janela. O trem começara a andar, sentia seu caminho preciso, “passo a passo” do jeito que ela gostaria de viver. E começou a olhar pela a janela a cidade que ela dava adeus, as pessoas que deixaria para trás, sua casa, suas estrelas na parede e falso príncipe. Ela começava a se sentir cada vez mais leve a cada metro que o trem percorria. “Já começou a me sentir nova”, segreda Isabela para si mesma, sabendo que esse seria seu melhor aniversário.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Sonho

Você já sonhou com alguém e acordou apaixonado por ela?

Bem, é uma sensação estranha essa, nunca sei se é apenas uma premonição ou algo mais forte que isso. Mas o que se passa é que costumo ficar o dia todo assim ou até mesmo uma semana depois. Parece que você viveu isso, beijou a pessoa, amou de verdade. Será que talvez tenhamos nos visto em sonhos? Nossos espíritos se encontraram de verdade?

Foi um sonho vivo, forte e intenso, fiquei o dia todo com o gosto de seus lábios que nunca toquei em minha boca.

Por essas e outras costumo não gostar de sonhar.

Abraços,
Daniel Figueiredo


p.s: sou adepto do "sonhando acordado"