sábado, janeiro 17, 2009

.:Felizberto:.


Ele é azul, baixinho e me acompanha desde 2006, é o meu porquinho azul. Hoje foi um grande dia para ele: eu retirei se
u dinheirinho. Infelizmente ele não tinha um buraco para sair as coisas, logo tive de fazer uma intervenção cirúrgica para a retirada de tudo aquilo que ele consumiu durante esses dois anos e meio.



A operação foi um sucesso e eles está bem e foi retirado
precisamente 432 moedas, resultando em R$48,98 centavos, claro que foi pouca grana até pela espera mas com toda certeza irei aproveitar bastante (livros e um bom filme hoje). Isso tudo me lembra que nunca devo competir
com a minha mãe a respeito de colecionar dinheiro, pois ela sabe trapacear: ela põe uma nota de R$50,00 e acaba com a minha festa em poucos segundos. O que conta é o esforço. E como é bom receber uma grana que nem se fazia ideia de que existia (saber sabemos mas não contamos com ela).

Bem, tudo acabou bem... Quer dizer, meu porquinho não gostou muito e olha como ele ficou.



p.s: Um obrigado à Nana do fórum Meia Palavra, que com ela pude tirar dúvidas sobre a cirurgia (ela é uma especialista no assunto) e a Lena que me deu no meu aniversário de 2006.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

.:Umas meias palavras:.

Num desses dias a procura do conto "O Curioso caso de Benjamin Button" bato de frente com um forum muito interessante: se chama "Meia Palavra" É um forum de literatura (contém outras partes destinadas à outras discussões) e dos poucos que já vi, foi o mais completo. Nele podemos encontrar novidades do mundo das letras e suas adaptações também, bate-papo sobre autores, estilos e até mesmo formatações de livros (páginas amarelas ou brancas?). Tem também um espaço para se publicar poesias e prosas, fazendo daí uma forma de discutir o que escrevemos.

O carro-chefe do fórum (pelo menos eu o considero) é o espaço Clube da Leitura - uma roda de leitura virtual, onde todo mês é votado um livro para ser lido por todos do forum (a participação não é obrigatória, porém desejada) além de haver previamente um tópico para sugestão de títulos.

Bem, nada a dizer além disso. Quer dizer, estou lendo atualmente 'As Pequenas Memórias' do José Saramago, está sendo um belo livro apesar de estar ainda bem no início. É um momento bem intimista do autor em que revela seu passado, sua juventude e suas fontes de inspiração. Um delicado presente do Saramago aos seus fans (me incluo aqui também).

Abraços,
Daniel Faleiro

terça-feira, janeiro 13, 2009

.:Deserto:.

Estou num deserto
Certo de que minha hora está para chegar
Sinto que as feridas ardem cada vez mais
em meus braços que demandam os seus
Mas vejo a luz da vida se apagar
o Sol gargalha sobre minha cabeça

Adormeço, desistindo desta caminhada solitária
meus pés já não sustentam esse corpo envelhecido
Este corpo que já teve dono e agora apenas anda
A procura de uma frágil cilada
A respiração cada vez mais frágil
fecho meus olhos, e te vejo

Impecável rosto, me leva para longe
Traz a lua, traz a razão e toda emoção
já não sinto meus pés, ou acabaram-se por completo
ou estou voando
Sinto-me guiado por você
Grandes esperanças enchem meu coração

Sou levado para um lugar novo
ou talvez meus olhos são novos
E talvez este lugar seja o mesmo de sempre
Me sinto já forte, posso até te carregar
Os sinos balançam conforme a gente dança
E giro, giro e giro
Tonto caio em seu colo e recebo um cafuné
Adormeço e sinto pela primeira vez
A felicidade


Daniel Faleiro 03-01-09

domingo, janeiro 04, 2009

.:Em busca de sua estrada:.

Enquanto ajeitava sua franja diante de seu espelho um pouco adolescente demais para sua idade (ela tinha 19 anos) Isabela por vezes olhava para sua parede pintada de azul com estrelas nela, sabia que seria a última vez que as veria. Lembrou de quando pintou sua parede – havia pensado em toda a decoração para seu quarto – e de como se sentia em casa neste quarto. As coisas já não eram as mesmas, não sentia pertencer aquele mundo. Essa cidade grande que a sufocava cada dia mais, seus amigos que deixaram de ser companhias e estavam se tornando inquisidores, acreditava as vezes que estava condenada a fogueira. Precisava de ar, precisava de um lugar novo, tão bem escolhido que nem ela mesmo conheceria.

Depois de pronta Isabela pegou sua grande mochila e desceu pela escada de sua casa. Ela se sentia pequena demais para o mundo. Seu quarto ficava no segundo andar de sua casa, que por sua vez era apenas uma casa de uma vila, que ficava em um bairro muito grande, dentro de uma das maiores cidades de seu país, que ainda por cima era de um dos grandes países, isso tudo a sufocava. Queria estar em um lugar que fosse um lugar apenas, não parte de uma grande maquinaria da qual ela sentia que não fazia parte. Isabela lembrou de como era bom estar em cidades pequenas, lá poderia ser grande, ser única, estar viva. Pode parecer tudo isso muito contraditório, mas o que não é?

Após deixar a porta de sua vila, decidiu que não olharia para trás. Nunca mais.

Isabela era das última garotas que sonhavam durante o dia com seu príncipe, aquele que nunca apareceu, mas que talvez esteja sempre a olhando escondido esperando seu momento para brilhar. Ela sabia que também por causa de um cara ela decidiu que não viveria mais nesta cidade, ela procurava negar até para ela mesmo isso, mas ela sabia que tinha que ser assim, longe dele ela respiraria, longe desta cidade ela viveria, longe de tudo ela renasceria.

Ao chegar na estação de trem, ela comprou um bilhete de ida apenas para uma das cidades do interior, uma daquelas simples, daquelas que o dia parecia realmente ter 24horas ou até mesmo 30, ela não precisaria viver hoje para o ontem. “Cada dia de uma vez” - sussurrou ela para si mesma enquanto subia a vagão do trem. E assim que ela sentou na poltrona, sabendo que demoraria uns 20 minutos para partir o trem, ela adormeceu.

Ouvindo um barulho, Isabela acordou e olho para a janela. O trem começara a andar, sentia seu caminho preciso, “passo a passo” do jeito que ela gostaria de viver. E começou a olhar pela a janela a cidade que ela dava adeus, as pessoas que deixaria para trás, sua casa, suas estrelas na parede e falso príncipe. Ela começava a se sentir cada vez mais leve a cada metro que o trem percorria. “Já começou a me sentir nova”, segreda Isabela para si mesma, sabendo que esse seria seu melhor aniversário.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Sonho

Você já sonhou com alguém e acordou apaixonado por ela?

Bem, é uma sensação estranha essa, nunca sei se é apenas uma premonição ou algo mais forte que isso. Mas o que se passa é que costumo ficar o dia todo assim ou até mesmo uma semana depois. Parece que você viveu isso, beijou a pessoa, amou de verdade. Será que talvez tenhamos nos visto em sonhos? Nossos espíritos se encontraram de verdade?

Foi um sonho vivo, forte e intenso, fiquei o dia todo com o gosto de seus lábios que nunca toquei em minha boca.

Por essas e outras costumo não gostar de sonhar.

Abraços,
Daniel Figueiredo


p.s: sou adepto do "sonhando acordado"