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quarta-feira, abril 08, 2009

.:Eu sou a mudança:.


Dias atrás estava caminhando por uma estrada, longe das pessoas que costumavam andar comigo, longe da cidade a qual pertencia, longe de tudo e de todos. E foi nesse dia que encontrei durante meu caminho uma fênix. Era uma fênix branca e cor de mel, mel em sua crista, branca em todas suas penas, mel também era sua cauda onde eram chamas de uma cor belíssima, nunca havia visto algo tão belo. Ela deu os primeiros passos em minha direção e fiz o mesmo em sua. Havia um medo, uma curiosidade, um frio na barriga, que eram coisas que não sentia havia muito, parecia que minha vida estava sem cor, na verdade nesse tem eu era azul. Até conhecê-la.
Ao chegar a sua frente, quis tocá-la mas exitei, preferi conversar:
“O que faz aqui?”
“Fui trazida até você.”
“Por quem?”
“Pelo destino.”
“E por quê?”
“Eu sou sua mudança.”
Gelei nesta hora, a palavra mudança me seduzia, ecoava em minha mente sob forma de véu, balançava numa valsa. Será que eu estaria pronto?
“Ora Daniel, chegou a hora da mudança, do renascer, de trocar sua cor, se transformar e se tornar um outro Daniel, alguém que vai surpreender você mesmo. Todo dia morremos e sempre nascemos no dia seguinte assim como a grande valsa do Dia e da Noite, nunca há uma noite igual a a outra e com você acontece a mesma coisa.”
Nesta hora pensei muito no que poderia ser a mudança, sabia que muitos eu deixaria para trás para sempre talvez, mas conheceria outras pessoas ao longo. A mudança sempre me seduziu mas nunca a senti encarnada, a minha frente. Era chegada a hora.
“Eu aceito.”
“Me toque.”
Eu a toquei e na mesma hora, percebi que quem se transformava não era eu e sim ela, sua crista se tornou-se em fios de cabelo, as penas estavam se soltando do corpo e se transformaram em um belo manto branco com detalhes lindos. Sua cauda soltou dela, pairou no ar durante alguns segundos e logo depois entrou em seus olhos, dando cor a eles. Que belos olhos! Poderia abandonar toda minha estrada para apenas olhar para eles. A mulher em que a fênix se tornou era a mulher mais bela que já vi, não conseguiria descrevê-la pois nunca conseguiria chegar próximo da imagem que vi.
Após essa mudança, a peguei em meus braços, a segurei, era tão leve e sua feição tão doce que parecia ser um anjo. Ela encostou sua cabeça em meu ombro e me disse.
“Meu garoto”. E adormeceu.
A chamei de Renata.
E ao seu lado nasci de novo.

Daniel Faleiro 08-04-09

P.s: Renata vem do latim e significa Renascida.