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terça-feira, abril 21, 2009

.:Romance:.


Não costumo ficar falando sobre filmes que vi, salvo em alguns casos e desta vez o filme "Romance" é um desses casos. O filme dirigido por Guel Arraes e roteiro assinado pelo mesmo e pelo Jorge Furtado (ilha das flores) é a grande prova de que filmes brasileiros podem fugir da base violência e favela e ter muita qualidade. É um filme que fala da ficção, realidade, a fusão delas, os perigos e acima de tudo do Amor (merece sempre ser com A maiúsculo) e faz isso com um primor, há muito tempo não via algo que me contagiasse tanto, acredito que vou passar a noite toda pensando neste filme, talvez a vida. É tão difícil falar de algo que canta dentro de nossos corações, é como quando tentamos descrever como nos sentímos quando estamos apaixonados sem soar ridículo.

Pedro (Wagner Moura) e Ana (Letícia Sabatela) estão ensaindo a peça 'Tristão e Isolda' quando se vêem apaixonados na vida real, e percebem o quanto dos personagens míticos estão presentes em nossas vidas e todo pessimismo das histórias clássicas de amor estão sempre a nos ensinar alguma coisa. Coisa esta que o filme faz com perfeição e o próprio filme me fez aprender alguma coisa, mesmo que seja algo que vá aos poucos e dure a vida toda. Não posso contar sobre, pois terão de assistir para tirar as suas conclusões. Mas é um filme que nos faz pensar em muitas coisas sobre esse universo e a tênue linha da ficção x realidade. Vida x Atuação. Querer amar x Medo de perder o que se ama.

Espero que este filme signifique tanto para vocês quando significa para mim. Mas tenho que confessar uma coisa: não estou conseguindo falar sobre o filme, quando algo significa tanto e ganha muitos significados para a gente, não conseguimos dissecá-los, aliás uma vez meu professor disse que tinha medo de escrever sobre Borges que por ser o escritor predileto dele, corria o medo de ao falar, dissecar (essa seria a melhor palavra) sobre Borges, acabar com toda magia que tinha feito ele se encantar um dia pelo escritor argentino. Talvez seja isso mesmo, é como quando temos que explicar alguma piada, ela perde completamente a graça. Acho que arte serve para ser sentida e não explicada.

Claro que isso não impede que eu fale sobre os temas que surgirão após o filme, com toda certeza as coisas serão diferentes e um pouco do filme será encontrado nos meus contos, reflexões, ações e tudo que estiver para acontecer.

Quer que eu resuma em uma frase o filme?

É um puta filme!